
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

CÂMBIO
Redução das tensões geopolíticas e apostas de cortes de juros pelo Fed levam o dólar ao menor patamar desde março de 2022
A semana foi marcada pelo enfraquecimento global do dólar em meio a uma redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a um aumento das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Porém, os ganhos do real foram limitados pela anulação inesperada dos decretos que aumentaram o IOF pelo Congresso Nacional, ampliando receios sobre a sustentabilidade das contas públicas no Brasil. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (27) cotada a R$ 5,4831, recuo semanal de 0,8%, mensal de 4,1% e anual de 11,2%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,3 pontos, variação de -1,5% na semana, -2,0% no mês e -10,0% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja tem semana de queda nas cotações
Os contratos futuros de soja em Chicago registraram desvalorização de 3,8% na última semana, encerrando o período a US¢1027,75/bushel. Nos Estados Unidos, o plantio da safra 2025/26 está praticamente concluído, com avanço em linha com a média dos últimos anos. O programa de biocombustíveis no país, que anteriormente sustentava expectativas altistas, ainda não foi finalizado e pode sofrer alterações, gerando incertezas, especialmente quanto às matérias-primas utilizadas. Na Argentina, a colheita da safra 2024/25 de soja está quase finalizada, com estimativas mantidas em 50,3 milhões de toneladas. No Brasil, as exportações semanais seguem firmes, enquanto os preços domésticos apresentaram comportamento misto na última semana, com quedas observadas nos estados do Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Expectativas de safra robusta pressionam preços em Chicago e no Brasil
Os contratos futuros de milho com vencimento em dezembro de 2025 registraram mais uma semana de queda em Chicago, sendo negociados a US¢427/bushel. Os investidores especulativos continuam ampliando suas posições vendidas, diante da expectativa de uma safra com oferta elevada, reforçada pelos dados atualizados de área plantada nos Estados Unidos. O novo relatório do USDA trouxe revisões positivas na estimativa de área cultivada com milho, o que intensificou a pressão baixista sobre os preços futuros. No Brasil, os contratos negociados na B3 também apresentaram recuo, encerrando a semana cotados a R$63,23 por saca, refletindo as perspectivas de uma safrinha robusta no país. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Vegoils recuam em semana com falta de novidades nos EUA e alta nos estoques da Indonésia
O óleo de soja registrou uma retração de 3,9% na semana passada, encerrando o período cotado a US¢ 52,5/lb. As quedas foram mais intensas nos dois primeiros pregões da semana, puxadas principalmente pela forte desvalorização nos preços do petróleo, à medida que o mercado reprecificava uma redução nos prêmios de risco relacionados a possíveis interrupções no escoamento da commodity oriunda do Oriente Médio. Nos pregões seguintes, o óleo de soja se estabilizou, oscilando entre leves altas e quedas moderadas, enquanto o mercado aguardava definições sobre as políticas de incentivo aos biocombustíveis nos Estados Unidos.
O óleo de palma também encerrou a semana em queda, embora a retração tenha sido menos intensa que a observada em Chicago. O contrato com vencimento em setembro/25 fechou cotado a USD 949,1/t, com recuo de 2,0%. A valorização do ringgit malaio nos últimos dias contribuiu para uma desvalorização mais moderada na cotação da palma em dólares. Além da pressão vinda das cotações do petróleo, o mercado de óleo de palma também reagiu aos dados oficiais divulgados pela Indonésia referentes ao mês de abril, com destaque para a forte recuperação dos estoques, o que trouxe alívio ao mercado. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Aumento significativo para preços CFR da ureia, do SAM e do NAM no Brasil
Desde a semana passada, houve um aumento significativo nos preços CFR da ureia, do NAM e do SAM no mercado brasileiro. Apesar de o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Irã ter acalmado os ânimos do mercado, as cotações se valorizaram desde então, pois a redução da oferta internacional impactou o segmento. No mercado dos fosfatados, poucas mudanças foram observadas nos preços CFR, pois esse setor continua firme. Por fim, a semana também foi marcada pela estabilidade nos preços do cloreto de potássio. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Oferta em alta pressiona preços do boi gordo
Na semana entre 23 e 27 de junho, o mercado do boi gordo registrou quedas generalizadas nos preços físicos, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará, enquanto São Paulo mostrou maior estabilidade. As escalas de abate se alongaram na maior parte dos estados, refletindo menor urgência de compra pelos frigoríficos, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. No atacado, houve recuo nos preços dos principais cortes, com destaque para o traseiro, que caiu mais de R$ 8/@. Já o milho manteve-se relativamente estável no físico, mas recuou levemente no indicador CEPEA, sinalizando possível alívio nos custos de nutrição animal. O cenário da semana indica oferta mais confortável e pressão baixista sobre as cotações. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar observa alta para o outubro/25, mas queda no julho/25 nesta semana
Nesta semana, o açúcar novamente demonstra uma trajetória de recuo nos mercados futuros. A semana precede a expiração da tela de julho/25 SBN5 para o açúcar bruto na segunda 30/06, e finaliza o período na marca dos US¢ 15,81/lb (-1,8%), em um período que tem testado as mínimas em quase 4 anos. Para a tela mais líquida (SBV5), foi registrado um leve avanço de 0,8% no período, encerrando a semana em US¢ 16,71/lb. Pelo lado dos fundamentos globais, a semana não foi marcada por grandes mudanças, mas, na quarta-feira (25), um suporte relevante pode ter sido observado após o anúncio de um aumento de 27% para 30% na mistura de etanol anidro na gasolina brasileira a partir de agosto. Vale destacar também a presença de algumas revisões para a produção brasileira, trazendo reduções para o ATR e TCH.
Etanol sobe com temores vindos do mercado de petróleo
Os preços do etanol hidratado no mercado spot do estado de São Paulo têm passado por um momento de renovação do sentimento de alta. Por um lado, o aumento considerável das chuvas em junho pode ter limitado o crescimento da oferta do biocombustível. Além disso, o anúncio de um aumento na taxa de mistura de etanol anidro na gasolina a partir de agosto tende a pressionar as cotações, particularmente sob estoques menores frente a 24/25. Neste cenário, os preços passaram de registros abaixo dos R$ 3,10/L na primeira metade do mês (após O anúncio de uma redução e R$ 0,17/L nos preços da gasolina A), para registros acima dos R$ 3,20/L ao final da última semana de junho. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
USDA projeta excedente de café, mas estoques não batem: relatório gera dúvidas
Os preços dos contratos futuros de café encerraram a última semana em queda, influenciados pelo avanço da colheita no Brasil e pela perspectiva de um consumo global enfraquecido. Apesar disso, a semana foi marcada por intensa volatilidade, especialmente após a passagem de uma massa polar pelas regiões produtoras brasileiras na madrugada do dia 25. Na segunda-feira, os preços abriram em forte alta, refletindo a preocupação com essa massa de ar frio que poderia atingir o cinturão cafeeiro do país.
Ao final da semana, o contrato mais ativo em Nova York, com vencimento em setembro, caiu 11.130 pontos (-3,6%), fechando a US¢ 303,75 por libra-peso. Em Londres, o contrato equivalente também com vencimento em setembro recuou US$ 76 por tonelada (-2%), encerrando a semana a US$ 3.661 por tonelada. No mercado interno brasileiro, a pressão foi ainda maior devido à desvalorização de 0,5% do dólar, que encerrou a semana cotado a R$ 5,48. O indicador do Cepea para o café arábica registrou queda de 4,7%, cotado pouco acima de R$ 1.877 por saca, enquanto o robusta recuou 4,6%, sendo negociado por cerca de R$ 1.114 por saca. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau avança após diminuição da estimativa para a oferta de cacau na Costa do Marfim
Entre os dias 20 e 27 de junho, os contratos futuros de cacau apresentaram expressiva valorização nos mercados internacionais. No período, prevaleceu uma percepção de riscos mais elevada, especialmente em meio às projeções mais pessimistas para a safra 2024/25 nos dois principais países produtores do Oeste Africano, Gana e Costa do Marfim. Apesar do início relativamente otimista para a produção, a oferta nos dois países se desacelerou significativamente desde o início do ano, o que deve resultar em uma oferta abaixo do esperado na região e um balanço global mais apertado. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Algodão se valoriza com expectativas de aumento na área plantada nos EUA
A semana passada apresentou cinco altas consecutivas nos preços do algodão em NY, encerrando o período em US¢69,32/lb (+262 pts). Essa sequência de altas não era vista pelos investidores no mercado de algodão desde o início de março. A principal razão para os ganhos foi a cobertura de posições no mercado futuro dos agentes especuladores, que aguardavam um corte na área plantada de algodão nos Estados Unidos. Entretanto, o relatório de intenções de plantio de junho pegou os investidores no contrapé, contrariando as expectativas, aumentando em 100 mil hectares a área total a ser plantada, o que foi refletido em uma rápida desvalorização no pregão de segunda-feira. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Petróleo encaminha para alta de 5% em junho
Na semana passada, o contrato mais ativo do Brent acumulou perdas de 12%, sendo negociado a em USD 67,77 bbl. Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 65,52 bbl (-12,56%). Os futuros da commodity reverteram os ganhos associados aos prêmios de risco de oferta no Oriente Médio, conforme um cessar-fogo entre Israel e Irã aliviou as tensões na região. O maior ponto de apoio durante a semana foi a sequência de deterioração dos estoques nos Estados Unidos, mas as perspectivas de uma demanda global crescendo em ritmo menor voltou a influenciar as cotações. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
Vendas de diesel B voltam a crescer no Brasil em maio
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma queda expressiva, de 9,2%, terminando a sexta-feira (27) em USD 2,3072 por galão. Os futuros do diesel acompanharam a redução dos preços do petróleo, influenciados principalmente pelo acordo de cessar-fogo entre Irã e Israel e a expressiva diminuição dos prêmios de risco de oferta no Oriente Médio. Vale destacar, no entanto, que a forte retração nos estoques do combustível nos EUA garantiu uma redução das perdas das cotações, com o diferencial entre Brent e Heating Oil se mantendo relativamente estável, em USD 29,13 bbl. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Consumo de gasolina C no Brasil deve atingir novo recorde para a série
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 5,8%, cotado a USD 2,08 por galão na sexta-feira (27). As cotações acompanharam a deterioração dos preços do petróleo, conforme diminuição dos riscos de oferta associados ao conflito no Oriente Médio. Ademais, parte da queda foi revertida conforme os estoques do derivado nos EUA recuaram mais que esperado na semana, refletindo o consumo aquecido no país. > Clique aqui e acesse o relatório completo
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